sábado, 20 de fevereiro de 2010

Por Não Estarem Distraídos


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.

Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque – a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras – e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.

Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.

No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.

Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.

Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.


O poema de Clarice Lispector nos mostra a verdadeira "falha" dos relacionamentos atuais,como nos preocupamos com tantas coisas e esquecemos o mais importante de que o amor não é planejado,ele simplesmente acontece e nos envolve, se não nos deixarmos distrair para sentir essa magia nada acontece,tudo vira NÃO,tudo passa a ter seus defeitos e a perfeição e os elogios passam a não existir mais.



Depois de algum tempo se torna cada vez mais difícil resgatar o que passamos a nossa vida inteira buscando,mas por muita atenção e falta de distração deixamos o amor escorrer por nossas mãos.










“O amor não acaba,o que acaba é a nossa falta de atenção...”


Bruna Souto

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Individualidade X Comunidade

A música é capaz de tocar o espírito!


Ela transcende linguagens, passa-nos sensações felizes que mal podemos compreender, faz voar a imaginação, faz-nos criar cenas, imagens, cores, tudo isso por estímulos sonoros harmônicos em freqüências audíveis aos nossos sentidos.



E a musica que vem a cabeça neste momento é “Só Hoje – Jota quest”.



Musica perfeita que me faz refletir sobre a importância das pessoas queridas na minha vida,

a importância de um simples abraço,uma conversa animada,momentos animados em pizzarias,bares ou as vezes ate um jogo de sinuca.



“Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua!


Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria...


Em estar vivo”.



Esta semana uma amiga me fez refletir sobre uma coisa muito importante, deixar o meu particular de lado e passar a viver mais em comunidade para que sejamos unidos em perfeita harmonia, realmente isso faz sentido.Quantas vezes reclamamos que não temos ninguém para nos ouvir quando mais precisamos?

Talvez por que nós mesmos não deixamos brechas para que o outro se aproxime, para que o outro se preocupe conosco.



Hoje em dia com uma vida tão agitada, não temos tempo para mais nada, vivemos em nossa particularidade tão intensa que esquecemos que não existe apenas EU em uma sociedade e sim NÓS.



Bem ou mal devemos admitir que somos um pouco egoístas em relação aos nossos sentimentos, expor esses sentimentos seria como deixar que dêem palpites em nossas vidas, ou até mesmo nos permitir ouvir coisas que muitas vezes não estamos preparados para isso.



Por este motivo declaro hoje que devemos abrir nossas mentes, nossos corações para que possamos ser mais sensíveis a escutar e compreender-nos para transmitir sinceridade, lealdade, amor e amizade ao próximo.



“Ame ao teu próximo como a ti mesmo” assim chegaremos ao reino dos céus.





Bruna Souto

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Dica de Livro...

 Melancia de Marian Keyes.

Sentimentalismos à parte, Melancia é uma rara surpresa da literatura estrangeira contemporânea. Por esse motivo, não é de se admirar que antes de estar na lista dos mais vendidos no Brasil, estourou na Inglaterra, fazendo com que a escritora irlandesa Marian Keyes, autora do livro, tenha vendido a peso de ouro os direitos autorais para a publicação de suas obras na Alemanha e Estados Unidos.

O universo da mulher na faixa dos 30 anos é retratado por meio de personagens carismáticos, reviravoltas e comentários hilariantes e feministas da protagonista. É claro que não faltam farpas ao comportamento masculino. Melancia é de uma leitura maravilhosamente despretensiosa,
ironizando e se aproveitando dos clichês para elaborar uma boa história, embora com uma narrativa àgua-com-açúcar e previsível.

O livro conta o drama da garçonete Claire, abandonada pelo marido após dar à luz uma menina, logo depois que ele confessa ter um caso com uma vizinha também casada. Com a auto-estima em baixa, 29 anos e a forma física aparentando a de uma melancia, Claire resolve voltar para a casa da família: o pai à beira de um ataque de nervos, a mãe com fobia de cozinha e viciada em telenovelas e duas irmãs. Uma, destruidora de corações; outra, fanática pelo ocultismo.

Em meio a muitas lágrimas, depressão e bebedeiras, Claire refaz a vida e se interessa por Adam - boa pinta, inteligente e, claro, supersensível. O problema é que ela acha que Helen - a irmã demolidora de corações - está apaixonada, pela primeira vez, pelo tal galã e não quer magoá-la. Para complicar a situação, James, o marido, volta, acusando a mulher de tê-lo induzido a procurar uma amante.

Cada capítulo do livro parece o episódio de uma Sitcom - Situation Comedy - ou mesmo um folhetim de alguma novela das seis. O enredo gira em torno de coincidências ("... então, simplesmente aconteceu que me sentei ali e Adam entrou, apenas uma hora e meia depois que eu chegara..." pág. 276), segredos que só se revelarão no último capítulo, um audacioso plano de vingança e uma lição de moral: o que não mata fortalece, desde que a desgraça seja encarada com o mínimo de senso de humor. Bom para você ler quando estiver triste. O jeito é degustar a Melancia com prazer, já que o livro está bem longe de ser um "abacaxi".

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Escute...

O PRESENTE ESCUTAR... você deve realmente escutar.
Sem interrupção, sem distração, sem planejar sua resposta.
Apenas escutar.
O PRESENTE AFEIÇÃO... Seja generoso com abraços, beijos, tapinhas nas costas e aperto de mãos.
Deixe estas pequenas ações demonstrarem o amor que você tem por família e amigos.
O PRESENTE SORRISO.... junte alguns desenhos.
Compartilhe artigos e histórias engraçadas.
Seu presente será dizer, "Eu amo rir com você.
O PRESENTE BILHETINHO... pode ser um simples bilhete de "Muito obrigado por sua ajuda"
ou um soneto completo.
Um breve bilhete escrito à mão dizendo "Eu te amo" que pode ser lembrado pelo resto da vida, e pode mesmo
mudar uma rotina.
O PRESENTE ELOGIO... um simples e sincero, "Você ficou muito bem de vermelho", "Você fez um super trabalho"
ou "Que comida maravilhosa" faz o dia de alguém ser diferente.
O PRESENTE FAVOR... todo dia, faça algo amável.
O PRESENTE SOLIDÃO... tem momentos em que nós não queremos nada mais do que ficar sozinhos.
Seja sensível a esses momentos e dê o presente da solidão ao outro.
O PRESENTE DISPOSIÇÃO... a maneira mais fácil de sentir-se bem é colocar-se à disposição de alguém,
e isso não é difícil de ser feito e tenha certeza que "Nada assenta melhor ao corpo que o crescimento do espírito."
O amor não é apenas um sentimento, mas sim a ação, doação.
Grande é o poder da oração.